Olá pessoal! Parece que o blog morreu, né? Mas só parece, e peço desculpas pela falta de compromisso com o mesmo. Por infortúnio, meu ânimo e minha criatividade entraram em coma profundo e só agora resolveram acordar. Se há um adjetivo que possa ser empregado a mim nesses dias, certamente seria relaxado.
As palavras a seguir são dedicadas ao público alvo desse blog: os adolescentes. Aqueles que assim como eu estão passando por talvez a melhor e a mais complicada fase da vida, onde mudanças físicas e psicológicas são agentes que muito nos perturbam, nos confundem, nos animam e principalmente, nos amadurecem.
“Eu quero viver essa metamorfose ambulante”. Esse trecho da música do Raul Seixas, em minha visão, indica o termo que melhor definiria a adolescência – uma metamorfose ambulante. Essa transformação nos faz com que queiramos ser reconhecidos como adultos, mas ao mesmo tempo só desejamos curtir a vida como crianças, afinal, esta fica gradativamente mais complexa e dificultosa, à vista que os primeiros “problemas” surgem e nos atormentam. Nosso corpo muda radicalmente, a menina ganha regras e o varão se vê na necessidade de passar uma navalha no rosto com certa frequência. Nós discutimos com nossos pais por mais privacidade, e até por independência, mas na verdade somos completamente dependentes deles, já que na maioria dos casos são eles que nos sustentam, educam e mimam.
Na puberdade, nossos hormônios estão à flor da pele. A moça se apaixona pelo rapaz e vice-versa. Aliás, o amor é um tema deveras complicado, principalmente para o adolescente, que ainda não possui a cabeça no lugar. A “doença” chamada paixão possui sintomas como deixar o doente bobo ou corado feito pimenta quando na frente do (a) amado (a), e deixá-lo nervoso e pensativo em sua ausência. Por outro lado, também há tempos que a única tentação é a de se pegar nos beijos com qualquer um (uma), que é saciada pelo popular ato do “ficar”. Enfim, amor é um tema muito extenso e merece um texto dedicado, que prometo que um dia o farei.
Também estamos em constante pressão, e um bom exemplo disso é o ato de tragar bebidas alcoólicas. Presenciar nas baladas os amigos animados com um copo de cerveja e te dizendo “Experimenta! É legal!”. É provocativo e tentador, e o pior de tudo a é que há muitas vezes em que o pessoal não bebe porque curte saborear a bebida, mas porque quer ficar embriagado. Em minha opinião, essa é a maior furada: o indivíduo perde a razão, faz sabe se lá o quê, no dia seguinte fica com uma bela ressaca e não se lembra de nada da noite anterior, aí depois o pessoal todo comenta entre si “ei, você viu que fulano fez isso?”. Como diz o ditado, “cu* de bêbado não tem dono”.
Há algo mais que muda deveras no conceito do adolescente: a importância do estudo. No início, vamos à escola pensando “affff, por que eu tenho que ir?”, mas quando se entra no Ensino Médio, essa visão aos poucos é substituída pela ideia de que te falta pouco tempo para que você se torne maior de idade e que brevemente entrará numa faculdade. Nisso, a responsabilidade com os estudos aumenta de carona com a preocupação de que carreira deve-se seguir. É fantástico! Digo isto porque este ano é meu último no Ensino Médio e que em 2011 estudarei aquilo que tanto gosto (física, hehehe) ao lado de pessoas que possuem o mesmo interesse que eu. Também estarei trabalhando e poderei tirar minha carteira de motorista. Putz! Simplesmente fantástico!
Pois bem, termino o desabafo aqui. De girino a sapo, de lagarta à borboleta, de criança a jovem. A adolescência é demais!
*Nota: Cu não tem acento!






1 comentários:
muito boa a postagen (:
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