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Alienação e tecnologia


A tecnologia tem grande poder de influência nas relações sociais, em todos os seus âmbitos. Evidente que essa explosão tecnológica traria benefícios e malefícios à sociedade, como tudo que o homem cria ou manuseia.

Como consequência da facilidade em comunicar-se, houve um decréscimo nas relações sociais a curta distância. Muitas vezes fazer uma videoconferência entre empresários é mais conveniente do que marcar uma reunião, ou conversar com seus amigos através de um mensageiro instantâneo é mais prático do que chamá-los para vir em sua casa.

Não faltam críticas a este fenômeno. Muitos culpam as redes sociais pela alienação dos jovens, reclamam que as crianças não brincam mais por causa do videogame, que a nova geração vive mais no mundo virtual do que no mundo real. Esse afastamento das relações sociais pode sim ser um problema na vida de alguém, mas o grande equívoco em volta desse sintoma é que quem está sendo culpado não são as pessoas, e sim a tecnologia.

A informação encontrada na internet não é uniforme, muito menos padronizada. O conteúdo pode ser útil ou inútil; Entre um ler textos reflexivos num blog onde várias pessoas compartilham suas opiniões e assistir a um vídeo fútil, porém engraçado, cabe ao internauta escolher. Os videogames, tão difamados, são poderosas fontes de cultura, poesia e até educação (referidas no primeiro texto do blog) - que muita gente não ousou explorar -, mas se uma criança passa mais de quatro horas ininterruptamente jogando games violentos, é porque os pais são negligentes e permissivos: todos os games legais possuem faixa etária indicativa. Se as redes sociais, que apresentam um enorme grau de interatividade entre as pessoas, estão cada vez mais banais e viciosas, a culpa se deve ao próprio usuário, que se conforma em gastar seu tempo bisbilhotando a vida alheia ou escrevendo o que fez ou deixou de fazer há cinco minutos.

A queda da interação real é tão normal quanto inevitável. Se isto é uma apenas tendência ou uma enfermidade social, os responsáveis por isso somos nós, e não nossos smartphones, computadores, videogames ou qualquer outro dispositivo tecnológico.

[nota do autor]: esse texto nasceu de uma atividade da faculdade, a qual eu tinha que escrever dois parágrafos relacionando a tecnologia com as atividades sociais. Por descuido, acabei escrevendo mais do que devia, e não querendo descartar minhas palavras, resolvi publicá-las aqui.

Conjugando o verbo Amar


A princípio, a proposta do título não é complicada; contudo, para direcionar este verbo a alguém é necessário entender sua semântica, que é complexa e intrigante. Por isso venho tentar descrever o amor, sobretudo o amor causado pela paixão, que faz homens amarem mulheres e vice-versa, ou homens amarem homens e mulheres amarem mulheres.

Comecemos nossa análise: o que é amar?

A meu ver, amar é sustentar um sentimento por alguém forte o suficiente para que suas prioridades estejam voltadas ao mesmo. É mostrar sua essência ao amado e a ele dedicar suas virtudes, sentir-se angustiado por seu infortúnio e feliz por seu triunfo, protegê-lo com seu próprio corpo, se necessário.

Normalmente, essa é a condição é comum entre familiares - principalmente com pais e filhos - apesar de existir também entre pessoas sem algum laço sanguíneo em comum. Este é o amor. Mas o que qual é a definição do entusiasmo que sentimos ao notar a presença de alguém, ter prestígio por ela e desejar agradá-la, acariciá-la, abraçá-la e beijá-la e muitos outros á-la? Isto eu chamo de paixão.

Paixão não significa amor. A paixão é involuntária, se caracteriza por ser uma atração física e/ou psicológica por alguém, podendo também ter uma causa física e/ou psicológica – a admiração de uma personalidade ou a tentação corporal gerada por hormônios. Ela obstina o apaixonado, deixa a maior parcela de seu pensamento voltada a certo ciclano e satisfaz seu Ego por conquistar a atenção do sujeito. Entre estas e outras conseqüências deste sentimento, a mais relevante é a possibilitar a transformação do apaixonado em amador e de sua paixão em amante.

O que separa o amor e a paixão é uma tênue linha, que pode ser rompida com um simples esbarro. E quando isso acontece, das duas uma: ou amante e amado se amarão e gozarão de inúmeras felicidades, ou o primeiro cairá em desgraça por não ter reciprocidade do segundo. O amador que não é amado entristece, perde a razão e se deixa ser movido pela emoção; torna-se vulnerável a maldades, deboches e explorações, além de mudar seu modo de lidar com o próximo. Em contraposição, quem tem paixão e amor correspondidos usufrui de volúpia única, que sobrepuja qualquer natureza de infelicidade.

É sábio discriminar estes dois sentimentos. Quem sofre de dor de paixão não precisa sofrer de dor de amor, basta não dizer Eu Te Amo a quem não quer ser amado, afinal, hora ou outra a paixão será dissipada com o tempo. Também não se deve conjugar o verbo Amar quando não se ama, Eu Te Amo não é Bom Dia.

Um novo blog

Olá gente!
Deixei de escrever no Geek 4 Fun por motivo banais: medo e preguiça. Eu estava tão focado em promover assuntos polêmicos e que o blog fosse chamativo, que acabei por mergulhar num mar de insegurança e deixei de dissertar. Não tardou ao medo se transformar em procrastinação, e a procrastinação se tornar preguiça.


Nesses meses passei por umas maluquices psicológicas, mergulhei no meu Eu e deixei a dissertação de lado, dediquei-me à poesia e prosa poética. Desvendei o lado belo da subjetividade, mas literalmente me esqueci de como é gostoso expressar minha opinião neste espaço.


Como podem ver, o nome do blog mudou, Geek 4 Fun agora é Palavras Resolutas. O mesmo se dá porque meu objetivo aqui mudou. Antes eu estava preocupado em fazer vários posts por semana, me preocupando em demasia com o tema a ser tratado e com a popularidade do blog. Agora a coisa é diferente, retornei resoluto, com os únicos intuitos de escrever sobre o quero e oferecer ao leitor minha singela opinião.


Ainda há mais para ser corrigido, mas já afirmo que Palavras Resolutas será um blog sério e ativo, hora ou outra aparecerão textos diversos. E sua estreia será com Conjugando o verbo Amar, promessa que fiz nesse post e que demorei demais para cumprir. Peço desculpas pelo descaso e muito obrigado pela compreensão.

As consequências do Apartheid



A copa do mundo deste ano será sediada na África do Sul, fato que me deixa uma dúvida intrigante: nós veremos negros nativos nos estádios, torcendo por sua nação? Alguns leitores devem estar pensando “Claro que sim, afinal, a maioria da população de lá é negra”. Dedução óbvia, mas temo que as sequelas que o Apartheid deixou não permitirão que assim seja.


O Apartheid foi uma doutrina que pregava a desagregação racial, onde as leis privilegiavam os europeus e oprimiam os não-europeus. Os negros deviam pagar para colocar seus filhos em escolas onde a educação era voltada para o trabalho servil – a chamada Educação Banto -, enquanto os brancos usufruíam de instrução grátis e de qualidade. A jornada máxima de trabalho prevista por lei era de 48 horas por semana, os negros trabalhavam cerca de 60 para receberem menos do que o nível mínimo de pobreza. Os africanos não podiam frequentar os lugares habitados por brancos, a não ser por trabalho, e ainda assim, aqueles deviam passar por portas específicas para empregados, enquanto estes utilizavam a entrada principal. Além disso, a lei de passes determinava onde o afro iria viver e trabalhar, e caso o passe fosse violado, a sentença seria a cadeia. Dentre essas malvadezas, ainda havia toque de recolher para negros, ou seja, a partir de certo horário, a maioria da população sul-africana se via na obrigação de se esconder nos seus guetos. Os governantes da África do Sul afirmavam com total convicção que os pretos só serviam para vender sua mão-de-obra e que igualdade não era para eles; e notem que as perversidades recém citadas são apenas um resumo das opressões desse regime político.


É impossível falar de Apartheid sem citar Nelson Mandela, que se destacou por sua luta pela equivalência racial. Mandela trabalhou como advogado, participou da Liga da Juventude e em seguida tornou-se membro do Congresso Nacional Africano (ANC), tentando de forma diplomática lutar pelo direito dos negros e mestiços. Também liderou manifestações pacíficas, como a Campanha da Desobediência em 1952, que consistia em ignorar as leis de passe e o toque de recolher. Em 1962, foi preso e condenado à prisão perpétua, acusado de traição por tentar de implantar o Comunismo – denúncia sem nexo. Após 28 anos de penitência, Mandela foi liberto e depois de alguns anos se tornou presidente.


Ao tomar conhecimento desses marcos da história, eu me questionei sobre o potencial (e interesse) da ONU. Não podemos afirmar que as Nações Unidas ficaram inertes sobre o regime discriminatório da África do Sul, pois fizeram boicotes sobre a mesma de forma a pressioná-la, mas verdade seja dita: o Apartheid foi proposto em 1948 e só teve fim pela Constituição em 1994. Foram mais de quarenta anos de vida subumana ao lado mortes e prisões injustas. Diante disso, não sei dizer se a ONU pode mesmo garantir a paz mundial ou se não passa de uma grande burocracia. Fico na dúvida...


Mal fazem vinte anos do fim dessa doutrina racista, tempo insuficiente para que a diferença racial se estabilize. A desigualdade na África do Sul ainda existe e vai perdurar por anos, e que sirva o Brasil de exemplo – mesmo após 150 anos da abolição da escravatura, é difícil vermos um médico negro, mas sobre acharmos um limpando o chão não se pode dizer o mesmo. Então, caro leitor, é possível vermos os sul-africanos negros nas arquibancadas nos jogos da copa? Certamente veremos alguns, mas serão pouquíssimos, infelizmente.

Adolescência - uma metamorfose ambulante


Olá pessoal! Parece que o blog morreu, né? Mas só parece, e peço desculpas pela falta de compromisso com o mesmo. Por infortúnio, meu ânimo e minha criatividade entraram em coma profundo e só agora resolveram acordar. Se há um adjetivo que possa ser empregado a mim nesses dias, certamente seria relaxado.


As palavras a seguir são dedicadas ao público alvo desse blog: os adolescentes. Aqueles que assim como eu estão passando por talvez a melhor e a mais complicada fase da vida, onde mudanças físicas e psicológicas são agentes que muito nos perturbam, nos confundem, nos animam e principalmente, nos amadurecem.


“Eu quero viver essa metamorfose ambulante”. Esse trecho da música do Raul Seixas, em minha visão, indica o termo que melhor definiria a adolescência – uma metamorfose ambulante. Essa transformação nos faz com que queiramos ser reconhecidos como adultos, mas ao mesmo tempo só desejamos curtir a vida como crianças, afinal, esta fica gradativamente mais complexa e dificultosa, à vista que os primeiros “problemas” surgem e nos atormentam. Nosso corpo muda radicalmente, a menina ganha regras e o varão se vê na necessidade de passar uma navalha no rosto com certa frequência. Nós discutimos com nossos pais por mais privacidade, e até por independência, mas na verdade somos completamente dependentes deles, já que na maioria dos casos são eles que nos sustentam, educam e mimam.


Na puberdade, nossos hormônios estão à flor da pele. A moça se apaixona pelo rapaz e vice-versa. Aliás, o amor é um tema deveras complicado, principalmente para o adolescente, que ainda não possui a cabeça no lugar. A “doença” chamada paixão possui sintomas como deixar o doente bobo ou corado feito pimenta quando na frente do (a) amado (a), e deixá-lo nervoso e pensativo em sua ausência. Por outro lado, também há tempos que a única tentação é a de se pegar nos beijos com qualquer um (uma), que é saciada pelo popular ato do “ficar”. Enfim, amor é um tema muito extenso e merece um texto dedicado, que prometo que um dia o farei.


Também estamos em constante pressão, e um bom exemplo disso é o ato de tragar bebidas alcoólicas. Presenciar nas baladas os amigos animados com um copo de cerveja e te dizendo “Experimenta! É legal!”. É provocativo e tentador, e o pior de tudo a é que há muitas vezes em que o pessoal não bebe porque curte saborear a bebida, mas porque quer ficar embriagado. Em minha opinião, essa é a maior furada: o indivíduo perde a razão, faz sabe se lá o quê, no dia seguinte fica com uma bela ressaca e não se lembra de nada da noite anterior, aí depois o pessoal todo comenta entre si “ei, você viu que fulano fez isso?”. Como diz o ditado, “cu* de bêbado não tem dono”.


Há algo mais que muda deveras no conceito do adolescente: a importância do estudo. No início, vamos à escola pensando “affff, por que eu tenho que ir?”, mas quando se entra no Ensino Médio, essa visão aos poucos é substituída pela ideia de que te falta pouco tempo para que você se torne maior de idade e que brevemente entrará numa faculdade. Nisso, a responsabilidade com os estudos aumenta de carona com a preocupação de que carreira deve-se seguir. É fantástico! Digo isto porque este ano é meu último no Ensino Médio e que em 2011 estudarei aquilo que tanto gosto (física, hehehe) ao lado de pessoas que possuem o mesmo interesse que eu. Também estarei trabalhando e poderei tirar minha carteira de motorista. Putz! Simplesmente fantástico!


Pois bem, termino o desabafo aqui. De girino a sapo, de lagarta à borboleta, de criança a jovem. A adolescência é demais!


*Nota: Cu não tem acento!



IRONIC POST

IRONIC POST

Bom galera to de volta com mais uma postagem, mas dessa vez é um assunto pra descontrair mesmo enquanto não vem nada serio... :D

A pergunta que eu faço, POR QUE AS MULHERES PODEM SER SUSTENTADAS PELOS HOMENS JÁ OS HOMENS NÃO PODEM PELAS MULHERES?


Eu não acho certo isso ai, tem muita mulher que vive as custas do marido que trabalha que nem um cão, chega em casa e as vezes tem que se estressar.
Claro tem algumas que até fazem por merecer, por exemplo, cuidam da casa, limpam tudo, cuidam das crianças e fazem a janta.
Já tem as folgadas, esses tipos de mulheres que só sabem pedir o cartão de credito!
É isso ai meus amigos, elas vão lá compram tudo que querem, daí você vai usar o cartão e a moça da loja lhe diz: Senhor seu saldo é insuficiente!
Não da vontade de matar uma mulher dessas? A to brincando, mas não é certo também.
Imagina se as mulheres trabalhassem o dia todo, e os homens podessem ficar em casa assistindo futebol, filmes, comendo pipoca e tomando cerveja, será que elas iam chegar felizes em casa? Abrem à porta e vem aquele cara sentado com um balde de pipoca e um engradado de cervejas vazias (nem forcei :D), claro, por exemplo, eu não tenho mulher :D tenho só 14 anos mas eu não ficaria em casa sem fazer nada isso cansa de +, é enjoativo. È difícil deu falar isso agora o que eu faria, pois não tenho essa situação e nem pretendo obtela.

Não ficou muito bom o post, mas é melhor que nada :D

ISSO FOI UM POST IRONICO ESTOU APENAS DESCONTRAINDO COM ALGO AOS QUE SE SENTIRAM PERTURBADOS ME DESCULPE :D.

Os transgênicos são bons


E aí pessoas, tudo bom? Acabo de terminar a tarefa que a minha professora de Biologia propôs, uma redação sobre os alimentos transgênicos, ou seja, geneticamente modificados. Daí pensei que seria legal publicá-la aqui no blog, afinal o assunto é interessante pra quem curte e faz parte da comunidade cientista. Em meu texto eu respondo aos argumentos usados pelos críticos que são contra esses alimentos. Espero que gostem:


Os transgênicos são bons

Os resultados dos avanços da engenharia genética possibilitaram a produção de alimentos com genes modificados, que seriam mais baratos, produtivos e saudáveis, os chamados transgênicos. Esses produtos enfrentam uma resistência, visto que também poderiam causar problemas ambientais.

Os principais argumentos contra os alimentos transgênicos são os possíveis efeitos negativos nos consumidores, como alergias; poluição do solo devido ao aumento de uso de herbicidas e o risco de alteração do ecossistema. De fato, em teoria há a possibilidade de ocorrerem tais enfermidades, mas na prática é diferente.

As sementes, antes de serem comercializadas, devem sem aprovadas pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) e só a receberão após terem sua segurança provada, ou seja, a oferta que compramos no supermercado possui um certificado de que não fará mal à nossa saúde.

Em pauta a poluição do solo, os transgênicos imunes aos herbicidas - conhecidos como RoundUp Ready - levariam os agricultores a usá-los mais intensamente. Porém não é considerado que os principais herbicidas são à base de glifosato, uma substância que se degrada quando em contato com o solo, portanto não causa impacto sobre o mesmo.

Outra questão é a do ecossistema. Sim, os polens das plantas transgênicas podem se misturar às plantas naturais, alterando a biodiversidade. Ao ponto de vista meu e dos defensores dos OGM (organismos geneticamente modificados), isso não é um fator negativo – já que teríamos um aumento dela, não um decréscimo. Mas esse último tema é pessoal, alguns veem a mudança genética como algo anti-ético, questionando a interferência do ser humano na natureza. Felizmente não é meu caso.

 A engenharia genética está em desenvolvimento e a cada dia obtemos novos progressos, sendo os OGM um exemplo. Não devemos fugir deles pelos seus aparentes problemas, mas sim buscar soluções, afinal, estamos em evolução.